RESENHA MANGÁ DRAGON BALL SUPER VOL. 1



Autores: Akira Toriyama (roteiro) Toyotaro (arte)

Editora: Panini 

Números de páginas : 192

Preço: 21,90

Capa comum;

Tamanho: 20 x 13,7;

Lançado em agosto de 2018.

Resumo da históriaAlguns meses se passaram após a grande luta entre Goku e seus amigos contra Majin Boo. Então, a paz dos guerreiros Z é quebrada, uma nova ameaça surge o deus da destruição, Beerus,  que está à procura do lendário Deus super sayajin. E ainda aparece um inimigo que vem do Sexto Universo, Champa, o deus da destruição do universo 6, que propõe um torneiro cujo prêmio é a terra.  

AVISO: Existem algumas coisas que me incomodaram na história, inconsistências, como demostrarei.

A importância do mangá Dragon Ball

    É sabido de todos os fãs de quadrinhos e, sobretudo dos de mangás e animes a fama, a influência na cultura pop  e importância da franquia Dragon Ball no mundo inteiro. Son Goku veio se fortalecendo a cada novo arco, seus poderes sempre ultrapassavam os limites já estabelecidos em sagas anteriores. Goku é, um dos personagens mais famosos dos quadrinhos, que conquistou uma legião de fãs com seu carisma. Este novo mangá carrega toda esta pressão.

Os buracos no roteiro                                                                                                                                    Quem já leu  Dragon Ball sabe que AKIRA TORIYAMA nunca foi um roteirista cerebral, cheios das reviravoltas, ou de algo superplanejado e complexo, e aqui ele não faz diferente, história simples, direta, com humor. O mangá esqueceu  completamente a fase GT do anime (que nunca foi muito querida pelos fãs e nem pela crítica), acompanhamos Goku arradando a terra com um trator, logo após ter derrotado Majin Boo, ele deseja termina logo o trabalho para treinar. E aí esta o primeiro furo de roteiro, aliás, as primeiras páginas logo me chamaram a atenção: 1) Goku digindo um trator , arradando a terra,  sendo que ele mesmo poderia fazer o trabalho com as mãos e muito mais rápido ; 2 ) Goten cai digindo o trator, e Goku vai salvá-lo. Lembrando que Goten é um super sayajin, assim não estava em perigo. 3) Goku segura o trator, mas logo o joga quenbrando-o. Se ia quebrá-lo por que o segurou? Por que  não o deixou cai? Cenas desnecessárias, ilógicas, que não se justificam nem pelo humor. E tem mais inconguruências à frente, como leremos.                                                                                      Goku ainda treina diariamente para sempre ser o guerreiro  mais forte do universo, a motivação de sempre do personagem. A  calmaria  termina quando nos é apresentado o tal  deus da destruição, Beerus, que está a procura do lendário Deus Super Sayajin para lutar (você ,

leitor, esperava outro motivo?).           O  mangá de Dragon Ball Super começa adaptando o filme Dragon Ball A Batalha dos Deuses,  que faz parte do cânone da saga, lançado no Japão em 2013.  No mangá a história do filme é mais rápida, corrida, porém boa. A história não gera muita expectativa de perigo, Bills não é um vilão. 

A quebra da narrativa                                                                                                                                   Se esta primeira adaptação foi corrida  e contou com alguns capítulos , o leitor que se prepare para a adaptação do segundo filme, que faz parte da cronologia, A Ressurreição de Freeza, que acredite se quiser, foi adaptado num balão, resumido num quadro, e a edição brasileira não explica , não há uma notinha sequer, o leitor novato ou que não assistiu ao filme fica boiando na história...Freeza dourado ressuscitou e foi derrotado????...É assim que  se QUEBRA a narrativa da história. Uma péssima elipse narrativa. SPOILER: O filme do Broly também tomou uma elipse fatality dessa no mangá.

A melhora da história                                                                                                                                       O mangá termina com o inicio do torneio entre os guerreiros do sexto universo contra os do sétimo (guerreiros Z), quem vencer ficará com o planeta terra. A típica saga do torneio com um prêmio maior.        O que espera da história? Diversos clichês de Dragon Ball, por exemplo, inimigos mais fortes do que os guerreiros z , humor, inimigos estranhos, Goku com novas transformaçoes e torneios para saber quem vai ser o melhor lutador do universo, ou seria dos universos.

Mais  uma falha de roteiro  

 Ao final do volume há uma história curta e uma entrevista com os autores, chamou-me a atenção esta história de duas páginas, publicada originalmente na Jump victory carnival 2015. O enredo é simples : o senhor Kaioh está para perdi um novo planeta para que ele possa morar, já que o seu foi dizimado pelo vilão Cell, só que ele quer um planeta  maior, Goku aparece e pede ao Porunga que o planeta seja igual ao de antigamente, Porunga realiza o desejo, seu Kaioh fica chorando. Se me lembro bem ao Porunga de namekusei, os pedidos têm que serem feitos na língua namekusei, mas Goku pede normalmente. Quando isso mudou????                                                           

A arte de Toyotoro                                                                                                                                         Um mito que se espalhou entre os críticos de Dragon Ball é que "Toyotoro emula perfeitamente o traço de Akira Toriyama", isso esta longe da verdade. É parecido, porém nota-se que a influência principal do artista é os desenhos animados de Dragon Ball . As mãos são diferentes, e Tayotaro ainda não acertou a simetria correta dos rostos dos personagens. Outra característica é o uso de cenas famosas do mangá Dragon Ball, que o artista recriar na história, como as poses de Goku contra Vegeta, na saga dos sayajins. Toyotaro vai evoluir com o tempo, seu traço é mais rebuscado, cheios de efeitos e hanchuras e certinho do que o de Toryiama, o que lembra bastante o desenho animado de Dragon Ball e não o mangá original.

 O trabalho editorial da Panini  ou os pecados da editora

Digo logo de cara, deixa a deseja muitooo nesse mangá.

1) não há um texto contextualizando a trama de dragon ball super, assim o leitor novato ou que não assistiu aos filmes que lute para entender a historia . Já que informações impotantes são omitidas como a ressurreição do Freeza, e a presença de outros personagens criados por Toriyama,como Jaco, o Patrulheiro Galáctico, e a irmã de BULMA ficam sem explicação na trama.

2) não há um glossario explicando termos, nomes de personagens e outras informaçoes relevantes, coisa que sempre houve nos mangas da editora, com alguma exceçã

3) O papel utilizado no mangá é o jornal,  com uma qualidade superior ao normal. Mesmo assim o preço não ficou abaixo de mangas que usam um papel melhor como Lobo Solitário e One-Punch Man, com o mesmo preço e número de páginas de Dragon Ball Super. 

 Apesar dos pesares...

Para quem é fã da saga o mangá é uma boa pedida, principalmente se você já está por dentro desses acontecimentos não mencionados no mangá, para o leitor novato será um pouco mais complicado.

 




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